sábado, 30 de maio de 2009

ENCHENTES NO CEARÁ:UMA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA.

Todos já devem ter visto ou ouvido falar nas enchentes que estão assombrando o Ceará, e outros estados do Nordeste.
Aqui, a situação é muito preocupante. Em todo Ceará, mais de 40 mil pessoas já foram atingidas pela chuva, segundo informações da Defesa Civil. O número de desabrigados pela chuva passa dos 3.000 e são mais de 6.000 desalojados.
Em Sobral, nossa querida cidade, a chuva continua fazendo estragos, e já passa de 400 o número de famílias desabrigadas. O rio Acaraú voltou a subir e deixou mais famílias desabrigadas. Em algumas localidades, as pessoas só podem ser socorridas de barco. Uma pessoa morreu afogada. O corpo foi encontrado na tarde do dia 27/04.
Segundo site da prefeitura de Sobral, o prefeito Leônidas Cristino, acompanhado do secretário da Infra-Estrutura, Irismar Azevedo, sobrevoou na manhã desta terça-feira (05), várias áreas em situação de risco. A prioridade será a região de Bonfim, Aracatiaçu e Taperuaba onde estão 80% destas famílias. Uma nova equipe do CIOPAER chegou a Sobral neste domingo (03), com ordens do Comando Geral da Policia Militar para permanecer na Zona Norte por tempo indeterminado, enquanto a situação estiver caótica.

Veja a foto da margem esquerda antes e depois da enchente:

Margem esquerda antes...

Margem esquerda hoje!


O Rio Acaraú está quase 7 m acima do normal. Cerca de 240 homens do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Guarda Municipal trabalham no socorro às famílias. A enchente já atingiu oito bairros, e seis localidades estão isoladas. Em um dos bairros inundados pela cheia do rio Acaraú, não dá para passar de carro, só a pé ou a barco. A maior dificuldade encontrada pelos bombeiros é convencer as famílias a deixar as casas. “O serviço só vai terminar quando todas as famílias forem removidas das áreas de risco”, garante o capitão Marden Vasconcelos, sub-comandante dos Bombeiros de Sobral.

As famílias atingidas pelas enchentes dependem da ajuda da população. “Nós estamos pedindo à comunidade sobralense que faça doações de leite, colchonetes e roupas para aliviar essas dificuldades”, informa Leônidas Cristino, prefeito de Sobral.
No Ceará
Segundo a Funceme, em todo o Ceará, a chuva nesse mês de abril já está 75% acima da média, e prevê mais chuva em todo o Estado. Dos 131 açudes monitorados pela Cogerh, 88 já estão sangrando. O volume acumulado está proximo de 16 bilhões de m³, quase 90% do volume total. O Castanhão e Banabuiú estão com as comportas abertas. As bacias do Litoral e do Baixo Jaguaribe já atingiram 100% da capacidade. A bacia do Acaraú está com mais de 99% da capacidade atingida.Por um lado, perspectiva de reservatórios cheios, mas, por outro, danos causados pela força das águas e pela falta de estrutura para atender aos municípios atingidos pela chuva. Segundo a assessora técnica da Defesa Civil do Estado, Ioneide Araújo, 12 municípios estão em fase de avaliação de danos para uma futura decretação de estado de emergência: Acaraú, Bela Cruz, Canindé, Cascavel, Cedro, Icapuí, Itaiçaba, Itarema, Marco, Quixeramobim, Sobral e Uruburetama. Até o momento, apenas o município de Itapajé pôde decretar situação de emergência.

De acordo com o boletim divulgado, ontem de manhã, pela Defesa Civil, 33 municípios apresentam problemas em decorrência das enchentes. Os municípios mais atingidos foram Acaraú (com 1.713,9 mm de chuva até o momento), Itarema (1.674 mm), Ubajara (1.588,5 mm), Cascavel (1.420 mm) e Granja (1.238,8 mm). Ainda segundo o boletim, 2.877 pessoas encontram-se desabrigadas e outras 5.930, desalojadas em todo o Estado.

ENERGIA EÓLICA:A IMPORTÂNCIA DOS VENTOS PARA GERAR ENERGIA.


Os moinhos de ventos são velhos conhecidos nossos, e usam a energia dos ventos, isto é, eólica, não para gerar eletricidade, mas para realizar trabalho, como bombear água e moer grãos. Na Pérsia, no século V, já eram utilizados moinhos de vento para bombear água para irrigação.
A energia eólica é produzida pela transformação da energia cinética dos ventos em energia elétrica. A conversão de energia é realizada através de um aerogerador que consiste num gerador elétrico acoplado a um eixo que gira através da incidência do vento nas pás da turbina.
A turbina eólica horizontal (a vertical não é mais usada), é formada essencialmente por um conjunto de duas ou três pás, com perfis aerodinâmicos eficientes, impulsionadas por forças predominantemente de sustentação, acionando geradores que operam a velocidade variável, para garantir uma alta eficiência de conversão (fig.4).
A instalação de turbinas eólicas tem interesse em locais em que a velocidade média anual dos ventos seja superior a 3,6 m/s.
Existem atualmente, mais de 20 000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo (principalmente no Estados Unidos). Na Europa, espera-se gerar 10 % da energia elétrica a partir da eólica, até o ano de 2030.
O Brasil produz e exporta equipamentos para usinas eólicas, mas elas ainda são pouco usadas. Aqui se destacam as Usinas do Camelinho (1MW, em MG), de Mucuripe (1,2MW) e da Prainha (10MW) no Ceará, e a de Fernando de Noronha em Pernambuco.

I Mostra de Soluções Sustentáveis promete muitas atrações.



Reciclagem, confecção de produtos ecológicos e o uso de tecnologias sustentáveis em diversos segmentos. A primeira edição da Mostra de Soluções Sustentáveis abordará estes temas na perspectiva de informar a população sobre o que já é desenvolvido em Campo Grande para a melhoria ambiental.

A Mostra é uma iniciativa da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho). Nos dias 03, 04 e 05 de junho, no Armazém Cultural (antiga Estação Ferroviária), o campo-grandense vai conhecer atividades alternativas e empresas compromissadas com o meio ambiente.

As atrações do evento são a exposição de produtos, serviços, projetos, pesquisas, insumos e equipamentos; paisagismo; fotografias; exibição de filmes; apresentações teatrais e musicais; desfiles de moda; novidades tecnológicas; palestras técnicas e oficinas. Também estão programadas visitas orientadas de escolas públicas e particulares da Capital.

Dia Mundial do Meio Ambiente

A data foi criada em 1972 na Conferência das Nações Unidas promovida pela ONU (Organização das Nações Unidas). A Conferência abordava a degradação ao meio ambiente e a necessidade da preservação da diversidade biológica. Participaram do encontro 113 países e 250 organizações não governamentais.

A importância da data – 05 de junho - é pela oportunidade que cria para debater questões como a poluição do ar, do solo e da água; desmatamentos; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano; destruição da camada de ozônio; destruição das espécies vegetais e das florestas; extinção de animais, dentre outras.

Outro problema que surge com o debate ambiental é a falta de coleta seletiva do lixo. Uma enorme quantidade de lixo é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies animais. Lixos tóxicos, à exemplo de pilhas e baterias, descartados de qualquer forma, acabam absorvidos pelo solo e contaminam lençóis subterrâneos de água.

Cacique Seattle: pioneiro na defesa ambiental

Em 1854 o presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, propôs comprar uma grande área de terra dos índios, prometendo, em troca, a transferência deles para uma reserva. A resposta do cacique Seattle ganhou destaque e sobreviveu ao tempo, sendo considerada uma declaração de amor e defesa ao meio ambiente. Eis alguns trechos da resposta do líder indígena:

“Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes compra-los?”
“Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. Ele trata sua mãe – a terra – e seu irmão – o céu – como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto”.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

TIGRESA DÁ À LUZ FILHOTES DE TIGRES BRANCOS NA CHINA.

A fêmea Xinta, que vive em zoológico de Nanquim, já teve quase 30 filhotes.Animais não são albinos, mas carregam mutação rara e tendem a ser consangüíneos. Uma matriarca dos tigres comemorou hoje duas novas aquisições à sua já volumosa família. Trata-se da tigresa branca Xinta, cujo novo par de filhotes foi apresentado nesta quinta (dia 5) ao público do Zôo da Floresta Hongshan, em Nanquim (China). Com oito anos de idade, Xinta já teve 27 filhotes, informa a agência de notícias chinesa Xinhua. Tigresa Xinta com seus filhotes na China


Ao contrário do que se poderia imaginar, os tigres brancos não são albinos, mas carregam uma mutação rara que lhes dá essa coloração especial. Como normalmente é preciso que tanto o pai quanto a mãe carreguem a mutação para que ela se manifeste, os filhotes normalmente são o produto do cruzamento entre dois parentes próximos. Tigres dessa cor são muito raros na natureza, mas existem algumas centenas deles em cativeiro. A cor às vezes é acompanhada por defeitos de nascença.


Toda a sociedade mundial está alarmada para as conseqüências catastróficas que o aquecimento global pode provocar no mundo inteiro. A novidade agora é que entre os países mais prejudicados com o fenômeno está o Brasil. Mas o que, especificamente, pode acontecer a nós, brasileiros, por causa do aquecimento global no médio e longo prazo?
Para Heitor Matallo, membro da Convenção das Nações Unidas para o Combate da Desertificação (UNCCD), um ciclo puxa outro. Se no Brasil, o meio ambiente já é degradado por meio de desmatamentos e erosões, os reservatórios de água irão diminuir, aumentando as áreas desertas. Com o avanço da temperatura global, será quase impossível viver nessas áreas em curto prazo, porém não impossível, uma vez que o corpo humano se adapta conforme as necessidades. Com isso, o ecossistema desta região ficará totalmente desequilibrado, permitindo a extinção de várias espécies de animais. Com o degelo das calotas polares, o nível do mar irá subir. Em longo prazo, o degelo das calotas fará os oceanos subirem até 4,9 metros, cobrindo vastas áreas litorâneas no Brasil, além de provocar a escassez de comida, disseminação de doenças e mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atribui à modificação do clima 2,4% dos casos de diarréia e 2% dos casos de malária em todo o mundo. No nosso caso, a dengue poderá provocar uma epidemia nas regiões alagadas ou até mesmo em regiões planálticas, resultado da falta de definição das estações. Além disso, as ondas de calor, que com o fenômeno irão aumentar em proporção e intensidade, serão responsáveis por 150 mil mortes a cada ano em todo o mundo; no Brasil isso também será uma realidade. A incidência de furacões, que é praticamente inexistente no Brasil, poderá ser grande. Isso já está acontecendo aos poucos, principalmente na região Sul. O furacão Catarina, por exemplo, tinha ventos que variavam entre 118 km/h a 152 km/h. O primeiro passo para a solução deste problema talvez seja a conscientização. Desta forma, a idéia de que não somos a última geração do planeta e não temos o direito de arruinar a vida de nossos descendentes deve proliferar em todos os níveis da sociedade.