quinta-feira, 4 de junho de 2009

O CD VEGETAL EM BREVE NO MERCADO.


O CD (compact disc) tornou-se uma praga ambiental, pela acumulação de milhões de discos promocionais distribuídos junto com revistas, empilhados nos balcões das lojas ou enfiados nas caixas do correio.

Hoje em dia é a nova praga que se está espalhando por todo o lado.Algumas pessoas poderão ver esses montes de CDs como um sinal de vitalidade económica; outros, como uma catástrofe ambiental.

A Sanyo Electric de Osaka, Japão, lançará brevemente um formato de CDs de milho. Isto é: de um polímero obtido de matéria vegetal.

Contudo, o novo disco tem de momento a desvantagem de ser mais caro que os actuais de policarbonato.

O MildDisc vai custar até três vezes mais que os CDs normais para ser fabricado, embora a Sanyo pretenda baixar o preço à medida que a produção aumentar.

Este novo produto tem um atractivo ecológico: se os discos forem lançados para o lixo, terminarão por se decompor em água e dióxido de carbono, e portanto desaparecem.Uma espiga de milho será suficiente para fornecer material para a produção de dez CDs biodegradáveis, numa base de cerca de 85 grãos de milho para cada disco.

A companhia que fará a conversão do milho em CDs é a Cargill Dow, de Minnesota, que desenvolveu a sua própria técnica de converter matéria vegetal em ácido poliláctico.A Cargill já fabrica o ácido poliláctico para produzir recipientes de plástico biodegradáveis e roupas de fibras artificiais. Informam que os discos são tão estáveis quanto os CDs comuns, embora as instruções advirtam contra a sua exposição a temperaturas acima de 50 Cº.O marketing da companhia Sanyo apoia-se nas referências aos benefícios ambientais do produto. Os discos serão vendidos em embalagens verdes.

Quanto aos discos convencionais de policarbonato, a sua destruição só é possível em fornos especiais de elevada temperatura, processo que contribui para a poluição do ar.Quando enviados para um aterro sanitário, não sendo biodegradáveis, ocupam muito espaço, dadas as enormes quantidades produzidas e descartadas.

A iniciativa da Sanyo já conquistou amigos no movimento ambientalista, por quem esta tecnologia será bem recebida.

A atual indústria dos CDs está menos convencida disso, porque as firmas que enviam discos promocionais procuram os menores preços. Em quase todos os casos os discos são fornecidos gratuitamente, e se os discos de milho vão custar três vezes mais não terão grande futuro comercial.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

COMO OCORRE AS TSUNAMIS ?


O Tsunami tem origem em um forte terremoto no fundo dos oceanos. Para que um tremor de terra gere um tsunami, é preciso que o fundo do mar se movimente bruscamente no sentido vertical. Uma imensa massa d'água é deslocada, a partir do epicentro do terremoto no oceano.
Mais perto da praia - quando o mar fica mais raso - , formam-se as ondas, que em alguns casos, podem atingir mais de 30 metros de altura, algo semelhante a um prédio de 10 andares. A força das ondas gigantes é tão grande que elas avançam quilômetros sobre a região costeira, destruindo tudo que encontram pela frente.
Foi isso que aconteceu neste domingo no sudeste asiático e em outras tragédias parecidas no decorrer da história. A tsunami anterior mais recente foi registrada no Alasca, em 1964. Pouco antes, o Chile também viveu a mesma fúria da natureza. Um dos registros mais antigos é de 1883 e aconteceu na ilha vulcânica de Cracatoa, também no sudeste asiático, deixando mais de 30 mil mortos.

O QUE SÃO FURACÕES ?


Os furacões são fenômenos meteorológicos que se alimentam do calor liberado através da umidade do ar e da condensação do vapor de água e que conseguem atingir velocidade superior a 105 km/h provocando assim grande destruição. Mas, como os furacões são formados?

A formação dos mesmos se dá quando o oceano é aquecido pelo sol durante algum tempo causando o aquecimento da massa de ar que se situa nas proximidades dos líquidos aumentando a umidade. A diminuição da temperatura é variável de acordo com a elevação da umidade e do ar quente. A força do furacão, ou seja, sua potência, depende do calor liberado pelo vapor de água, o que impulsiona a formação de uma tempestade que ganha força de acordo com o calor que possui, o que resulta em um furacão.

Inicialmente, sob forma de tempestade reúne energia fornecida pelas águas aquecidas fazendo com que se desfaçam se porventura entrarem em contato com água fria, o que muitas vezes acontece quando uma região é alertada sobre o risco de um furacão que posteriormente se dissipa antes de atingir o local em alerta.

No Hemisfério Sul, os furacões se movimentam no sentido horário e no Hemisfério Norte no sentido anti-horário. Esse fato ocorre por causa da movimentação do ar que se concentra em direções diferentes. Independente de sua movimentação, seus ventos interiores chegam a atingir 300 km/h, porém no centro do mesmo os ventos são mais amenos, podendo atingir apenas 30 km/h.

Os furacões mais conhecidos na história são: Dean (2007), Félix (2007), Katrina (2005), Wilma (2005), Rita (2005), Catarina (2004), Isidore (2002), Mitch (1998), Iris (1995).

CARROS MENOS POLUENTES.


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou na quarta-feira (16) a adoção de um selo de eficiência para automóveis. A partir de outubro, os carros zero quilômetro terão um selo que indica o nível de emissão de CO2 na atmosfera. "Na medida em que o consumidor começa a ter conhecimento e pressionar para que os veículos poluam menos, as montadoras vão dar respostas mais eficientes", explica Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

No cenário mundial, a indústria automobilística está se esforçando para se tornar mais sustentável e competitiva. A fabricante italiana de carros esportivos Ferrari quer reduzir em 40%, em 2012, a emissão de CO2 de seus produtos. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de carros híbridos.

"Trabalhamos atualmente no desenvolvimento de um Ferrari que utilizará fontes de energia alternativas e que estará baseado no que fazemos atualmente na Fórmula 1, com nosso sistema de recuperação de energia", assinala Luca Cordero di Montezemolo, presidente da Fiat, proprietária da Ferrari.

Você também pode contribuir para diminuir a poluição, melhorando a qualidade do ar e evitando o aquecimento global:
Mantenha seu automóvel regulado. O motor, o catalisador e as velas de ignição merecem especial atenção.
Utilize combustíveis alternativos, como o álcool, o biodiesel ou o GNV (Gás Natural Veicular). Este último emite de 10% a 15% menos CO2.
Sempre que possível, ofereça carona, ou troque o carro pela bicicleta, pelo transporte coletivo ou por uma boa caminhada.

UE/Ambiente: Bruxelas inicia ação contra Portugal devido à poluição atmosférica.


Bruxelas, 29 Jan. (Lusa) - A Comissão Européia decidiu hoje intentar uma ação contra Portugal e outros nove Estados-membros por incumprimento da norma comunitária de qualidade do ar em relação a partículas de suspensão perigosas.

O executivo comunitário explica que a ação vem na sequência da entrada em vigor, em Junho de 2008, da nova lei comunitária sobre qualidade do ar, que permite aos Estados-Membros solicitar, em determinadas condições e em relação a determinadas partes do país, um prazo suplementar limitado para respeitar a norma aplicável, desde 2005, para as partículas em suspensão perigosas.

Bruxelas diz que em Junho do ano passado enviou um pedido de informações aos 10 Estados-membros que ainda não respeitam os valores-limite, em vigor desde 1 de Janeiro de 2005, relativos a essas partículas, denominadas "PM10", não tendo estes notificado pedidos de prazos suplementares para cumprir as normas em todas as zonas de qualidade do ar em que os valores-limite são excedidos.

Além de Portugal, a Comissão iniciou acções também contra Alemanha, Chipre, Eslovênia, Espanha, Estónia, Itália, Polônia, Reino Unido e Suécia.Bruxelas indica que em causa, no conjunto dos 10 Estados-membros, estão "casos de excedência dos limites que afetam 83 milhões de pessoas em 132 zonas diferentes de qualidade do ar".

As partículas em suspensão perigosas, emitidas essencialmente pela indústria, pelo trânsito e pelo aquecimento doméstico, podem provocar asma, problemas cardiovasculares, cancro do pulmão e morte prematura, lembra a Comissão Européia.